quarta-feira, 23 de maio de 2018

Youtube Motorsport Classic: Indianápolis 500, 1968


Há meio século, as 500 Milhas de Indianápolis eram o ponto alto da temporada americana, e onde os europeus iam ali para correr em busca dos dólares. A Lotus tinha apresentado o seu modelo 56 de Turbina, e era considerado como o favorito, mas após uma qualificação atribulada pelas mortes de Jim Clark e Mike Spence, os carros tinham chegado à frente graças a Joe Leonard e Art Pollard. E claro, Graham Hill.

Ao longo de 41 minutos, eis o resumo do que foi esta corrida, onde Bobby Unser conseguiu levar a melhor sobre esses carros a turbina. Narrado pelo lendário jornalista Jim McKay, vê-se todos os momentos decisivos desta corrida.

terça-feira, 22 de maio de 2018

A imagem do dia

Na foto, Max Cohen-Olivar, a bordo do Porsche 908/2 da André Wicky, nas 24 Horas de Le Mans de 1971. O piloto fazia ali a sua estreia na maior prova de Endurance, aos 27 anos de idade (tinha nascido a 30 de abril de 1945), e à quinta hora, rolava entre os cinco primeiros classificados, entre os Porsche 917 de 5 litros e os Ferrari 512, na mesma cilindrada. Mas acabou por não terminar a corrida.

Primeiro detalhe exótico: Cohen-Olivar era marroquino. E acabaria por entrar na historia das 24 Horas de Le Mans como sendo um dos nove pilotos que participaram em mais de vinte edições da competição, ao lado de pilotos como Henri Pescarolo, Francois Migault, Claude Ballot-Lena e Bob Wollek, entre outros. Mas os seus resultados foram modestos: dois décimo-segundo lugares, um em 1982 num Lancia Beta Montecarlo, e outro em 2001, num Porsche 911 GT3.

A sua carreira foi longa. Mais de 50 anos a correr - a sua primeira prova foi em 1962 - e competitivo até recentemente. Em 2016, no circuito Moulay El Hassan, em Marrakech, venceu duas provas do campeonato nacional, num protótipo Funyo da classe CN. Aos 71 anos de idade!

Cohen-Olivar participou em várias provas, sobretudo de Endurance, nos anos 70, 80 e 90, e correu em carros como o 956 e o 962, que sempre achou como o mais poderoso, e sempre como um "gentleman driver", ou seja, um amador muito veloz, e que prestigiou o seu país lá fora.

Max Cohen-Olivar morreu esta segunda-feira, aos 73 anos. Ars longa, vita brevis.

Youtube Motorsport IndyCar: A volta da pole de Ed Carpenter

Ed Carpenter é o poleman para a edição numero 102 das 500 Milhas de Indianápolis. O piloto-chefe de equipa conseguiu ser o mais veloz na Pole Day, e aos 37 anos, vai largar pela terceira vez do primeiro posto, depois de o ter conseguido em 2013 e 2014. Nada mau para quem corre apenas em ovais...

Assim sendo, eis a volta que lhe deu o primeiro lugar, filmado das tribunas. 

O regresso do Dakar a África?

As dificuldades da organização do Rali Dakar em fazer um percurso extensivo para a edição de 2019 - que vai ser totalmente em solo peruano - faz com que se fale cada vez mais no regresso a África a partir de 2020. Já se falou há uns tempos que representantes do governo argelino estiveram em Paris a falar com a Amaury sports Organization (ASO) e agora, esta terça-feira, a Autosport britânica fala de novo que a hipótese africana está em cima da mesa, algo que não acontece desde 2008.

Em declarações à Autosport britânica, Ettiéne Lavigne, o diretor da ASO, coloca essa chance. "Você pode imaginar que com o contexto deste ano, é uma necessidade para nós pensarmos noutros locais, porque não podemos continuar sofrendo com decisões dos quais não podemos controlar", disse. 

Lavigne fala sobre a decisão do governo chileno que decidiu à última da hora abdicar de receber o rali, o que fez adiar a decisão da organização em apresentar o rali por uma semana.

E a matéria não só confirma os contactos com o governo argelino, como também fala de contactos com os governos de Angola e Namíbia, no sentido de receber a prova no deserto do Kalahari. "Começamos a trabalhar há vários meses para construir contatos em outros países, como Argélia, Angola e Namíbia. Fizemos várias viagens à Argélia para nos reunirmos com os líderes políticos e sabemos que há uma disposição para organizar um evento deste tipo", contou.

"Todas as equipas e pilotos esperam todos os anos para ter um Dakar atraente e interessante. É por isso que você tem que pensar em outros países para as próximas edições", concluiu.

A Argélia era um dos países originais a receber o Dakar, entre 1979 e 1993, enquanto Angola e Namibia foram dois dos países onde o Dakar passou em 1992, quando decidiu ligar entre Paris e a Cidade do Cabo.

Youtube Motorsport Classic: Indianápolis 500, 1955


Muito do trabalho de qualidade dos filmes nos anos 40 e 50, especialmente os a cores, deviam-se a filmes pagos por empresas. E é neste caso do Perfect Circle, uma empresa de anéis de pistões para motor, que filmou a edição de 1955 das 500 Milhas de Indianápolis, quando a Speedway ainda tinha partes com tijolo, o famoso "Brickyard".

Numa corrida marcada pela vitória de Bob Swickert, a prova foi marcada pelo dominio e acidente mortal de Billy Vukovich, que vencer as duas edições anteriores da prova. O piloto, então com 36 anos, liderava a prova.

Uma coisa muito interessante: a prova contava... para o Mundial de Formula 1, algo do qual permaneceu durante uma década, de 1950 a 1960, e claro, só os americanos é que participavam nesta prova. 

segunda-feira, 21 de maio de 2018

A imagem do dia

Há precisamente 40 anos, uma certa modernidade chegava à Formula 1. Colin Chapman apresentara ao mundo a sua nova criação e preparava-se para dominar o mundo. Era o Lotus 79 e tornou-se num dos carros mais carismáticos da história do automobilismo. Mas para chegar ao topo, primeiro, tinha de se bater no fundo.

Em 1976, Chapman queria voltar a dominar com a sua Lotus, mas não vencia desde o GP de Itália de 1974. O modelo 72 tinha chegado ao final da sua vida útil, o 76 tinha sido um fracasso e o 77 não era fabuloso. Foi então que começou a estudar sobre aerodinâmica e pediu os serviços de Tony Rudd, especialmente na parte do "efeito de Bernoulli" e no conceito de asa invertida. Testes e experiências no túnel de vento do Imperial College viram que tal ideia poderia ser viável, especialmente se usasse uma espécie de "saias" aerodinâmicas nas laterais do carro, para maior eficácia aerodinâmica.

O Lotus 78 foi o resultado, mas apesar das suas seis vitórias e de ser o melhor chassis do ano, não lhe deu o campeonato. O modelo 79 foi uma refinação, com linhas mais fluídas e o evitar das turbulências, especialmente na parte traseira do carro. E o carro era tão fluido e fazia o seu trabalho de forma tão eficaz que Mário Andretti disse que "parecia estar pintado na estrada".

Se não estava, não andava longe. O carro estreou-se em Zolder e... Andretti dominou. Ronnie Peterson, seu companheiro de equipa, andou (ainda) com o 78, mas juntou-se a ele numa dobradinha da marca, fortemente comemorada para os lados de Hethel. E a partir dali, o verão de 78 foi negro e dourado, infelizmente, com um final triste. 

Mas sobre isso, falaremos na altura. Agora, é falar de um dos carros mais reconhecíveis - e vitoriosos - na Formula 1.

Rali de Portugal: Armindo Araujo duplamente satisfeito

Foi um rali duro, mas quem sabe, não esquece. Armindo Araújo, aos 41 anos de idade e no regresso aso campeonato nacional, ao volante de um Hyundai i20 R5, conseguiu ser o melhor português no Rali de Portugal, tendo acabado no 14º posto e sétimo entre os R5. E ainda por cima, saiu da prova com a liderança no campeonato, depois de ter vencido pela segunda vez, após a sua vitória em Mortágua. 

"Foi um rali de Portugal que nos correu na perfeição," começou por afirmar Armindo na chegada à Exponor. "Atacamos quando deveríamos ter atacado, defendemos quando deveríamos ter defendido. Os nossos dois grandes objectivos para esta prova foram atingidos, levamos o máximo número de pontos para o campeonato nacional com uma vitória, e em termos de rali de Portugal fomos os melhores portugueses.", continuou. 

Num rali duro, o piloto de Santo Tirso realçou que "o Hyundai foi um excelente aliado para este resultado mas nós também não cometemos erros. O carro esteve em grande nível e a equipa também, por isso saímos daqui completamente satisfeitos com tudo o que se passou", concluiu.

Agora, acabada a parte da terra, começa a do asfalto, que terá o seu inicio no fim de semana de 9 e 10 de junho com o Rali Vidreiro, na Marinha Grande. E amanhã, Armindo vai entrar logo em ensaios.

"Já amanhã vou andar em asfalto, vão ser dois dias de testes em pisos de asfalto. Vamos tentar preparar-nos bem pois nada está ganho e nada é facilitado. Se continuarmos a trabalhar como temos trabalhado até agora as coisas podem sorrir-nos, contudo temos de ter ponderação," concluiu.

domingo, 20 de maio de 2018

WRC 2018 - Rali de Portugal (Final)

E como seria de esperar, Thierry Neuville foi o grande vencedor do Rali de Portugal. O piloto da Hyundai conseguiu os 25 pontos da vitória, mais quatro do segundo lugar da Power Stage, contra o "zero" de Sebastien Ogier, e vai sair de terras lusitanas com o comando do mundial nas mãos. O piloto belga acabou com uma vantagem de 40 segundos sobre Elfyn Evans e do finlandês Teemu Suninen, da Ford. Para Evans, foi o primeiro pódio do ano enquanto Suninen, aos 24 anos de idade, alcança aqui o primeiro pódio da sua carreira no WRC. 

Com passagens duplas por Montim e Fafe, e outra em Luílhas, com a Power Stage a ser no mítico Confurco, o dia começou com Esapekka Lappi a tentar chegar ao pódio. Foi por isso que venceu na primeira passagem por Montim, 0,6 segundos á frente de Teemu Suninen, e com isso, chegava ao quarto lugar, em troca com Dani Sordo, e com Suuninen a apenas 17,9 segundos. "É bom estar à frente, mas um ou dois segundos não serão suficientes! Precisamos de mais!", dizia o piloto da Toyota.

Contudo, Lappi foi terceiro na primeira passagem por Fafe, e viu Sordo ser melhor em 1,1 segundos. perdendo o quarto lugar para o piloto espanhol. Mas Lappi recuperou em Luilhas, mas foi segundo, a 1,7 do vencedor, Jari-Matti Latvala, e beneficiou do atraso de Sordo, que perdeu 5.5 segundos e foi quinto na especial. 

Entretanto, Teemu Suuninen melhorou e venceu na segunda passagem por Montim, ganhando 1,7 segundos a Lappi, mas sobretudo, ganhando 2,5 segundos a Sordo. "Sim, está perto! É difícil ganhar segundos para ser honesto, mas estou tentando o tempo todo. Vamos ver como terminamos, mas definitivamente está difícil", dizia à entrada da Power Stage.

E Lappi levou a melhor, vencendo a especial - e conseguindo alguns pontos extra - mas com Suninen a ser quarto, perdendo apenas 3,3 segundos, não conseguiu alcançar o pódio. Mas os pontos extra estavam garantidos. Entre eles, Neuville foi segundo, a 1,9 segundos do melhor.

Com os cinco primeiros garantidos - Neuville, Evans, Suuninen, Lappi e Sordo - Mads Ostberg foi o sexto, no seu regresso à Citroen. Craig Breen ficou a seguir, a cinco minutos e 23 segundos, no segundo melhor Citroen. O sueco Pontus Tidemand foi o oitavo, o melhor dos R5, no seu Skoda Fabia R5, na frente do polaco Lukasz Pieniazeck. E fecvhar o "top ten" esteve outro R5, o francês Stephane Lefebvre. 

Armindo Araújo conseguiu chegar ao fim como melhor português, na 14ª posição, a 22 minutos e 35 segundos do vencedor. Com a segunda vitória seguida no Nacional de Ralis, o piloto de Santo Tirso é agora o líder do campeonato.    

Terminado o Rali, Neuville tem agora 119 pontos, contra os cem de Ogier, e os 72 de Ott Tanak. O Mundial regressará à estrada na Sardenha, entre os dias 7 e 10 de junho.

sábado, 19 de maio de 2018

A imagem do dia

Se estivesse vivo, Colin Chapman estaria hoje a comemorar 90 anos de idade. Personalidade genial, a sua mente tinha tanto de fantástica como de tortuosa. Fundador da Lotus, criou carros que ficaram na memória, quer os de estrada, quer os de Formula 1, como os modelos 25 (primeiro monocoque), 72 (o primeiro Formula 1 moderno), 79 (o primeiro com efeito-solo) e outros modelos como o 56 de turbina, usado nas 500 Milhas de Indianápolis.

Mas Chapman tinha tanto de genial como de misterioso. E muitas das vezes, roçava a ilegalidade. A sua mentalidade era sempre uma busca pelo "unfair advantage", para bater os seus adversários, estar sempre um passo à frente deles, colocando soluções inovativas no automobilismo. A ele se deve a aerodinâmica moderna, como a conhecemos hoje.

Dentro de dois dias, iremos falar daquele que provavelmente, terá sido o seu melhor carro de sempre: o modelo 79, com efeito solo. Estreado no GP da Bélgica de 1978, deu a Mário Andretti e a Ronnie Peterson o título mundial de Construtores e de pilotos à sua marca, a última de sete títulos na Formula 1. Ele comemorava quase sempre da mesma maneira: largando o seu chapéu para o ar. E o 79 foi o carro perfeito, dando a ambos os pilotos as corridas das suas vidas. 

Contudo, foi paradoxalmente o principio do fim de Chapman. A morte de Ronnie Peterson, em Monza, fracassos como o modelo 80 e o controverso modelo 88 de chassis duplo, a amizade duvidosa com David Thiemme e o escândalo DeLorean, onde houve desvios de dinheiro na ordem dos 40 milhões de libas dadas pelo governo britânico, em cumplicidade com Fred Bushell, fizeram com que tivesse um final abrupto, a 16 de dezembro de 1982, em Hethel. No preciso momento em que a crise explodia e arriscava terminar a sua carreira na prisão.

Uma personalidade de extremos, que merece um filme de Hollywood.

WRC 2018 - Rali de Portugal (Dia 2)

O segundo dia do Rali de Portugal ficou marcado pelo domínio de Thierry Neuville e do seu Hyundai... e de mais umas razias. A cinco especiais do fim do rali, Neuville lidera com 39,8 segundos sobre Elfyn Evans, no seu Toyota, e 57,2 sobre Dani Sordo, noutro Hyundai.

Com boa parte dos pilotos WRC fora de prova - Ott Tanak, Sebastien Ogier, Hayden Paddon - muitos deles voltavam através do "Rally2" e eles animavam a prova. E isso via-se nos tempos, quando Jari-Matti Latvala venceu na primeira passagem por Vieira do Minho, batendo Thierry Neuville por 2,4 segundos. A única alteração de então foi a troca de Ostberg a Lappi pelo sexto posto.

A seguir, Neuville reagiu e na especial de Cabeceiras de Basto, ele foi o vencedor, batendo Dani Sordo por 2,8 segundos, e repetia no final da manhã, na primeira passagem por Amarante. "Fizemos algumas pequenas modificações antes do especial e, obviamente, [este está] bastante escorregadio, então decidi dar um ritmo forte. Parece que a hora é boa. Vai ser [mais] difícil esta tarde", disse o piloto belga.

A classificativa fiou marcada pelo acidente de Kris Meeke, que bateu forte com o seu carro e danificou o rollcage. Felizmente, quer ele, quer o seu navegador, Paul Nagle, não ficaram feridos. 

Saímos um pouco largo de um gancho lento à esquerda, o C3 apanhou terra solta e deslizou para fora da estrada, contra as árvores. O Kris foi ao hospital para ser observado, como faz parte do protocolo de segurança, mas dentro em breve estará aqui, no Parque de Assistência. Foi um pequeno erro sem consequências físicas. O carro é que ficou um pouco pior. Quanto a nós, estaremos prontos para a Sardenha”, explicou o navegador irlandês.

E também nesta altura, acabava o Rali de Portugal para os pilotos nacionais, e num duelo até à ultima espacial, o melhor foi Armindo Araújo, no seu Hyundai i20 R5, conseguiu levar a melhor sobre Miguel Barbosa, no seu Skoda Fabia R5. 

"Temos trabalhado bem, a Hyundai tem feito um excelente trabalho, tivemos a vitória de Mortágua que motivou muito a equipa e viemos para o Rali de Portugal com os objetivos bem claros, que eram de amealhar o máximo de pontos para o campeonato e numa segunda fase, sermos o melhor português", comentou Araújo no final da especial. 

Na parte da tarde, nas segundas passagens pelas especiais da manhã, esta começou em Evans a tentar recuperar algum terreno, vencendo a especial, abrindo 6,3 segundos sobre Neuville, que fora apenas quinto. Lavala venceu na segunda passagem por Cabeceiras de Basto, batendo Neuville por 0,6 segundos, e a acabar o dia, Ogier venceu em Amarante, dando 2,5 segundos ao belga da Hyundai.

Depois dos três primeiros, aparece o Ford do finlandês Teemu Suninen, que está a um minuto e um segundo, no encalço de Sordo, enquanto Esapekka Lappi é o quinto, a um minuto e 13 segundos. Mads Ostberg é o sexto, mas já a três minutos e 14 segundos, seguido por Craig Breen, noutro Citroen, a quatro minutos e 53 segundos. Pontus Tidemand é o oitavo e o melhor dos WRC2, no seu Skoda, já a 12 minutos e 52 segundos da liderança, com um minuto e 19 segundos de vantagem sobre o polaco Lukasz Pieniaczek. Stephane Lefebvre, no Citroen, fecha o "top ten", a 15 minutos.

Quanto a Armindo Araújo... quem sabe, não esquece. Acabou o dia como o melhor português, a 19 minutos do vencedor, e é 14º da geral, sétimo na classe WRC2.

Amanhã termina o rali de Portugal, com a realização das últimas cinco especiais.   

A(s) image(ns) do dia


Está a ser uma razia, este Rali de Portugal. E Kris Meeke "escapou de boa", pelos estragos que sofreu esta manhã, no seu Citroen C3 WRC, pois se não fose o "roll cage", poderiam ter sido piores.

Felizmente, quer Meeke, quer o seu navegador, Paul Nagle, estão bem e voltarão à ação no próximo rali, na Sardenha.

Youtube Motorsport Crash: O acidente de René Rast em Lausitz

O DTM teve este fim de semana uma jornada dupla no circuito alemão de Lausitzring, e a prova não só ficou marcada pela vitória de Edoardo Mortara, como também pelo acidente espectacular de René Rast, que destruiu o seu BMW M4 DTM num toque e consequente capotamento. 

As imagens são espectaculares, mas isso mesmo: espectaculares. O piloto saiu ileso, mas o carro ficou tão destruído que ele não vai poder alinhar na corrida seguinte, amanhã.

Formula E: Abt foi o vencedor em Berlim

Daniel Abt fez a corrida perfeita para a Audi e conseguiu ser o melhor, dando uma dobradinha para a marca alemã. Lucas di Grassi foi o segundo enquanto Jean-Eric Vergne foi terceiro, alargando mais a sua liderança no campeonato, quando faltam três corridas para o final da temporada. Quanto a António Félix da Costa, foi discreto, acabando na 15ª posição. 

Depois de Daniel Abt ter feito a pole-position com o seu Audi, esperava-se que pilotos como Jean-Eric Vergne poderia aproveitar o terceiro lugar da grelha para tentar se distanciar de pilotos como Sem Bird e Felix Rosenqvist. Já António Félix da Costa iria partir do 17º a partir da grelha.

Na partida, tudo corre bem na frente do pelotão... excepto Felix Rosenqvist, que exagerou na travagem e despistou-se, caindo para o fundo do pelotão. Já Vergne perdeu uma posição na grelha para Jerome D'Ambrosio. O francês depois recuperou o lugar na segunda volta. Lucas Di Grassi depois passou o belga na volta três, e assim ficou com o quarto posto.

Nas voltas seguintes, enquanto Abt "ia embora" em relação a Turvey, mostrando que o carro estava mais à vontade neste pista, havia batalhas para o meio do pelotão, mas sem incidentes de maior. Na volta 13, Lucas di Grassi passava Oliver Turvey para ser segundo, dando nesse momento dobradinha para a Audi.

Até à altura da troca de carros, não houve nada de especial, excepto na ultrapassagem de Vergne a Buemi, na volta 21. Uma ultrapassagem musculada, mas legal. A mudança aconteceu na volta 22, começando com pilotos como Oliver Turvey, Jerome D'Ambrosio, José Maria Lopez e Nick Heidfeld. O resto do pelotão parou na volta seguinte, com Abt a manter a sua posição na frente de Di Grassi. Turvey era terceiro, com Buemi a ficar na frente de Vergne.

A partir dali, os dois pilotos da Audi mantinham as posições, enquanto que na volta 31, Oliver Turvey passou Jerome D'Ambrosio, para ser quinto. E na volta 34, Buemi passou o inglês para depois acabou por ser passado por Vergne!

A parte final ficou assim, mas atrás, reinou a confusão, com toques, especialmente entre Nelson Piquet Jr. e Felix Rosenqvist, que lutavam pelo último lugar pontuável. Continuaram mas perderam muitos lugares. 

Na geral, Vergne tem agora 162 pontos, contra os 122 de Sam Bird, que foi apenas sétimo na prova. Rosenqvist é terceiro, com 86 pontos, mas tem agora Sebastien Buemi e os Audi de Daniel Abt e Lucas di Grassi próximo deles.

A próxima prova acontecerá dentro de três semanas, a 10 de junho - pela primeira vez na Formula E num domingo - em Zurique, na Suíça.

Formula E: Abt foi o poleman em Berlim

O alemão Daniel Abt foi o "santo da casa" que se deu bem. Na pista desenhada no antigo aeroporto de Tempelhof, o piloto alemão da Audi conseguiu ser melhor que Oliver Turvey e Jerome D'Ambrosio. Jean-Eric Vergne, o líder do campeonato, partirá de terceiro, na frente de Lucas di Grassi. Já António Félix da Costa sairá da penúltima fila da grelha de partida da corrida alemã, um lugar atrás de Setphane Sarrazin, seu novo companheiro na Andretti-BMW.

A qualificação não foi muito fácil para o primeiro grupo constituido por pilotos como Andre Lotterer, Nelson Piquet Jr, Daniel Abt, Oliver Turvey e Mitch Evans. Se para os dois primeiros a sairem para a pista, as coisas correram-lhes mal, já para os dois que vieram a seguir, foi precisamente o contrário: 1.09,774 para o alemão da Audi, contra o 1.10,598 do seu compatriota da Techeetah. E claro, candidato à Superpole.

No segundo grupo, com Alex Lynn, José María López, António Félix da Costa, Nick Heidfeld e Maro Engel, não houve grande história. Todos os pilotos andaram pela casa do 1.10, e nenhum fez história ou candidatou-se verdadeiramente à Superpole. O único que se aproximou foi Alex Lynn, com 1.10,002, mas no final, não deu mais que o oitavo tempo.

A mesma coisa aconteceu no Grupo 3, com Nicolas Prost a ser o pior de todos... mas a excepção foi Jerome D'Ambrosio. Veloz, no seu Dragon, pulou para o segundo lugar da geral e candidatar-se a um lugar na SuperPole, quando faltava apenas um grupo. E nesse grupo final, com Jean-Éric Vergne, Sam Bird, Felix Rosenqvist, Sébastien Buemi e Lucas Di Grassi, foi o francês líder do campeonato e o brasileiro da Audi a serem melhores que a concorrência, aproveitando, por exemplo, a mã volta que Sam Bird deu, e o colocou apenas no décimo posto.

Assim sendo, Di Grassi, D'Ambrosio, Vergne, Turvey e Abt passavam à fase final.

Ali, o piloto da casa fez uma volta perfeita, marcando 1.09,472, e aguardava, calmamente pelos outros. Vergne deu o seu melhor, mas foi apenas terceiro, com 1.09,991, e Di Grassi, na sua volta de classificação, deixou escapar o seu carro à saída de uma curva, ficando com o pior dos resultados. E assim, pela primeira vez desde Long Beach 2015 que Daniel Abt ficava com o primeiro lugar na grelha.

A corrida acontecerá pelas 17 horas de Lisboa, e podem seguir em Portugal pela Eurosport.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

A(s) image(ns) do dia



Sebastien Ogier vinha a Portugal com um objetivo: desempatar com Markku Alen no número de vitórias no rali português. Ambos têm cinco. Se no caso do finlandês, ele venceu em 1975, 1977, 1978, 1981 (com um pneu perdido em Sintra e tudo!) e 1987, nesta vez com um Lancia - as outras quatro foram com um Fiat.

Já o francês venceu aqui pela primeira vez na sua carreira, em 2010, depois em 2011, 2013, 2014 e 2017. Das duas primeiras vezes, foi com um Citroen, depois foi com o Volkswagen e no ano passado, já foi com a Ford. Aliás, Portugal é um dos seus sítios mais vitoriosos, a par com Monte Carlo, onde também venceu por cinco vezes.

Contudo, para este ano, o recorde vai ficar adiado. Está a ser uma "hecvatombe" entre os pilotos do WRC, num rali muito duro onde três passagens duplas já colocaram fora de prova pilotos como Kris Meeke, Jari-Matti Latvala e Hayden Paddon. E claro, Ogier, onde na quinta especial fez este estrago todo.

Ver Ogier de fora é uma raridade. É óbvio que voltará a pista amanhã, graças ao "Rally2" e tentará agregar pontos no Power Stage, no Confurco, dando espectáculo no Salto da Pedra Sentada, mas isso não lhe tira o "haedline": não vai vencer o Rali de Portugal, não este ano. E se o vencedor for Thierry Neuville, seu rival no campeonato, a bordo do Hyundai, a diferença de dez pontops que ambos tem agora será não só suprimida, como teremos novo líder do campeonato.

Portanto... pode ser um momento decisivo, sim, pode.